Ánima
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Movimentos

Introdução

Puma

Os animais têm um papel importante na produção de comida, roupa, pesquisa de laboratório e entretenimento. Informação e senso comum, aliados aos profundos conhecimentos atuais sobre a sensibilidade animal, constituem a primeira tomada de consciência do sofrimento pelo qual somos responsáveis. De agora em diante, a defasagem entre o animal-ser-senciente e o animal-objeto-máquina no qual o humano quer convertê-lo explodirá em movimentos de resistência pela libertação, guiados por uma ética biocêntrica cada vez mais afiançada, que, assumindo diferentes posturas, conduzirá progressivamente à libertação animal. Os movimentos de mudança estão se espalhando pelo mundo  inteiro, seja devido à ampliação do círculo das considerações éticas para a inclusão dos animais, seja pelo conhecimento dos benefícios individuais e coletivos decorrentes de se praticar e promover o respeito à vida animal não-humana.

Segundo uma pesquisa da Universidade de Yale, são as pessoas mais velhas, ou as menos instruídas, que encaram os  animais como recursos [Scientific American, fevereiro/1997]. Até mesmo em uma sociedade carnívora como a argentina, cada vez mais jovens têm aderido à causa ecológica e se declarado vegetarianos. Em todos os setores, inclusive o religioso, surgem vozes voltadas a propiciar uma relação amistosa com os animais. Adotar um estilo de vida livre de crueldade não toma todo seu tempo; é um modo de viver exercendo de verdade o amor pelos animais e pela natureza em seu conjunto. Não implica gastar energia desfazendo coisas, mas deixando de fazer outras. Nenhuma das ações interfere na possibilidade de cuidar dos humanos. Se existir algo que caracterize os tempos de hoje, é a grande variedade de opções oferecidas pela tecnologia em matéria de comida, roupas, cosméticos, diversões, etc. “Nossa tarefa deve ser a de libertar-nos a nós mesmos... ampliando nosso círculo de compaixão para nele inserir todas as criaturas vivas e a totalidade do mundo natural com sua beleza”.[Albert  Einstein].

Esses movimentos contestam a suposta “humanidade” da humanidade, revolucionam a ética e são o símbolo para uma  mudança absolutamente necessária. Porque aquilo que fere um animal fere todos os animais, incluindo o animal humano. Aquilo que os destrói nos destrói. A defesa dos animais é um motivo de orgulho para quem a pratica.

2009

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