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Libertação > Abordagen > Francione Uma observação sobre a esquizofrenia moral
© Gary L. Francione © Tradução: Regina Rheda © 2009 Ediciones Ánima Caros(as) colegas: Em meu livro Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog?, publicado pela Temple University Press em 2000, introduzi a noção de “esquizofrenia moral”. Recebi comentários sobre meu uso desse termo e esses comentários se classificam em dois grupos. Algumas pessoas me acusam de confundir esquizofrenia moral com múltipla personalidade ou dupla personalidade. Quando eu falo sobre esquizofrenia moral, estou procurando descrever o modo ilusório, enganado, confuso de pensarmos sobre os animais em termos sociais e morais. Essa confusão pode, é claro, incluir maneiras conflitantes ou incoerentes de olhar para os animais (alguns são membros da família; outros são jantar), mas isso não significa que eu esteja descrevendo uma múltipla ou dupla personalidade clássica. Nossa esquizofrenia moral, que envolve enganarmos a nós próprios quanto à senciência animal e às semelhanças entre os humanos e os outros animais, e uma enorme confusão quanto ao status moral dos não-humanos, é um fenômeno bastante complicado e tem muitos aspectos. Algumas pessoas pensam que, ao usar o termo, eu estou estigmatizando aqueles que têm esquizofrenia clínica porque isso implica que eles sejam gente imoral. Peço profundas desculpas —e digo isso com toda sinceridade— se alguém tiver interpretado o termo desse modo, e certamente não foi essa a minha intenção. A esquizofrenia é uma condição reconhecida, caracterizada por um pensar confuso, enganado, iludido. Dizer que somos confusos e iludidos quanto se trata de questões morais não é dizer que aqueles que sofrem de esquizofrenia clínica sejam imorais. É apenas dizer que muitos de nós pensam sobre questões morais importantes de uma maneira completamente confusa, ilusória e incoerente. Eu certamente não estou dizendo que aqueles que sofrem de esquizofrenia clínica sejam imorais! Dizer que a esquizofrenia moral estigmatiza os esquizofrênicos clínicos é como dizer que falar sobre “o uso de drogas se espalhando como o câncer” estigmatiza as vítimas de câncer. Espero que isso esclareça o que quero dizer ao falar sobre a nossa esquizofrenia moral quando se trata de ética animal. Também espero que esteja claro que não estou usando esse termo de um modo que transmita, ou tenha a intenção de transmitir, a ideia de que os esquizofrênicos clínicos são imorais. Posts relacionados
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