![]() |
|
|||
Libertação > Abordagen > Francione Mais uma “revolução” bem-estarista que não foi
© Gary L. Francione © Tradução: Regina Rheda © 2009 Ediciones Ánima Caros(as) colegas: Como vocês sabem, eu não acredito que as reformas bem-estaristas ofereçam benefícios significativos aos animais não-humanos, mesmo quando essas reformas são implementadas. Mas, frequentemente, elas nem chegam a ser implementadas. Isto é, há campanhas e esforços para levantar fundos e declarações de “vitória” (acompanhadas de festas com celebridades e tudo mais), mas as supostas reformas frequentemente nem acontecem. Um bom exemplo desse fenômeno se encontra num comunicado de 24 de junho de 2009 avisando que, por razões financeiras, a empresa Smithfield Foods vai atrasar seu programa de eliminação gradual de celas de gestação para porcas, que estava planejado para ocorrer ao longo de 10 anos. Embora alguns economistas ligados à criação de animais para comida tenham demonstrado que as alternativas às celas de gestação aumentam a eficiência da produção a longo prazo, o custo de capital de curto prazo para converter o sistema de celas está, ao que parece, fazendo a Smithfield atrasar seu plano de eliminação gradual. Em 2007, quando a Smithfield anunciou essa eliminação ao longo de 10 anos, eu escrevi um ensaio em que declarei:
E agora, qual é a resposta desses defensores do bem-estar ao comunicado da Smithfield? Bruce Friedrich, da PETA, que havia caracterizado a decisão de 2007 da Smithfield como um “um passo fantástico para o bem-estar dos animais criados em fazenda”, disse:
Então, o suposto “passo fantástico” não era nenhum “passo fantástico”; a Smithfield não iria sequer fornecer detalhes sobre a eliminação gradual. E quando a situação apertou e as considerações econômicas de curto prazo foram efetuadas, a eliminação gradual foi gradualmente eliminada. Lá se vai outra “vitória” bem-estarista. Eu reitero: tenho certeza de que os meus amigos da HSUS, da PETA, etc., pensam estar fazendo a coisa certa, ao realizarem essas campanhas bem-estaristas. A pergunta que faço a eles é: de quanta evidência empírica eles precisam para enxergar que estão errados? Fora a questão do princípio moral, a verdade é que, no fim das contas, a estratégia bem-estarista simplesmente não funciona. Os animais são propriedade. Eles não têm valor inerente. Antes de qualquer coisa mudar um dia, aquele paradigma tem de mudar. E não vai mudar, enquanto os defensores dos animais continuarem pensando que o caminho para o progresso venha das preocupantes parcerias entre os defensores dos animais e a indústria. Os primeiros declaram uma “vitória” que não acontece (nem pode acontecer); a segunda se pinta como aliada dos animais. Mas os animais saem perdendo. Os recursos daqueles que realmente querem ver a abolição da exploração animal são melhor empregados quando investidos em uma criativa, clara e inequívoca educação vegana não-violenta. 2009 Copyright © Ánima — Direitos reservados | Informação legal
|
|