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“Esses animais são nossos amigos queridos.”
© Gary L. Francione © Tradução: Regina Rheda © 2008 Ediciones Ánima Caros(as) colegas: Hoje eu e Anna fomos ao Whole Foods. Nós detestamos fazer compras lá, mas não temos escolha; nossos mercados locais de alimentos naturais praticamente desapareceram com o surgimento de cadeias como o Whole Foods e o Trader Joe’s. Aos domingos, no estacionamento do Whole Foods, há uma feira ao ar livre onde os vendedores locais vendem frutas, verduras, pães, bolos—e carnes e outros produtos animais. Uma vendedora tinha decorado sua banca de “carne orgânica” com fotografias de suas galinhas, vacas e porcos “criados soltos”. Nós paramos para olhar as fotografias e eu salientei que não havia imagens do processo de abate. A vendedora respondeu: “Oh, bem, nós abatemos nossas galinhas na própria granja, e nossas vacas e porcos vão para as instalações de abate que ficam a apenas seis milhas dali. Eles não passam a noite inteira lá e nós tentamos fazer tudo sem estresse, sempre que possível”. Tinha aparecido um outro freguês, que disse: “Eu me sinto muito melhor comprando carne de fazendas como essa”. A vendedora comentou: “Ah, sim, esses animais são nossos amigos queridos”. Eu respondi, educado mas sério: “Que estranho, isso que você disse. Espero que você não trate seus outros ‘amigos queridos’ desse modo”. Ela riu. Pensou que eu estivesse brincando. “Esses animais são nossos amigos queridos”. Pense nisso. Pense na terrível confusão que essa declaração revela. É onde estamos indo parar, com o movimento carne/produtos animais felizes. É onde estamos indo parar, com a campanha pela morte por atmosfera controlada da PETA–KFC. É onde estamos indo parar, com esforços como a Proposição 2. Nós estamos andando para trás. Tornem-se veganos(as). O veganismo é a base do movimento abolicionista e é a não-violência em ação. 2008 Copyright © Ánima — Direitos reservados | Informação legal
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