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Comentário: aspectos do debate vegetarianismo/veganismo

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para a teoria e prática
dos Direitos Animais

 

 

© Gary L. Francione

© Tradução: Regina Rheda © 2009 Ediciones Ánima
Texto pertencente ao Blog pessoal de Gary Francione
29 de agosto de 2009

Caros(as) colegas:

Nosso primeiro Comentário no podcast, sobre o vegetarianismo como uma “porta de entrada” para o veganismo, causou e continua causando polêmica e, neste Comentário, eu trato de três questões:

1. Minha postura —a de que não podemos determinar uma distinção moral entre as carnes e os outros produtos animais— significa que, quando falarmos com as pessoas que não forem veganas, deveremos ficar julgando-as ou então entrando em confronto com elas?

A resposta curta é: não, claro que não.

2. O que fazemos quando alguém diz que se importa com a questão da exploração animal mas simplesmente não vai deixar de consumir produtos animais?

A resposta curta: em geral, essa é uma reação que está realmente convidando a mais discussão.

3. Por que os neobem-estaristas (ou novos bem-estaristas) rejeitam com tanta veemência o veganismo como uma base moral?

A resposta curta: um princípio-chave da teoria do bem-estar animal é o de que é aceitável usarmos e matarmos animais, contanto que não os façamos sofrer. O veganismo é simplesmente um modo —dentre muitos outros, incluindo o consumo de carnes/produtos animais “felizes”— de reduzir o sofrimento. O veganismo não tem uma importância maior, não tem um valor que vá além do fato de ser um meio de reduzir o sofrimento.

Espero que este Comentário esclareça algumas das excelentes questões que recebi.

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