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A grande “vitória” do novo bem-estarismo

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para a teoria e prática
dos Direitos Animais

 

 

© Gary L. Francione

© Tradução: Regina Rheda © 2009 Ediciones Ánima
Texto pertencente ao Blog pessoal de Gary Francione
8 de abril de 2009

Caros(as) colegas:

Tenho argumentado, em meu trabalho, que os defensores dos animais não deveriam gastar seu tempo e recursos em campanhas centradas em um só tema porque, enquanto não houver uma base política a favor de abolir a exploração animal, não pode haver esperança realista de se adotar uma legislação que vá proteger significativamente os interesses dos animais por meio da proibição de diferentes formas de exploração animal. Os novos bem-estaristas (ou neobem-estaristas), que são favoráveis a campanhas centradas em um só tema e não concordam com a ideia de que a abordagem vegana abolicionista seja necessária, frequentemente apontam a “proibição” britânica da caça à raposa com cães como um ótimo exemplo de como as regulamentações bem-estaristas podem funcionar e proteger os interesses dos animais.

Na minha opinião, os defensores do novo bem-estar estão errados.

A “proibição” da caça à raposa é um exemplo clássico da futilidade das campanhas bem-estaristas centradas em um só tema.

A “proibição” supostamente proíbe o uso de cães para caçar raposas, mas permite que os caçadores usem cães para seguir um odor e persegui-las, forçando-as a sair de seus esconderijos. É legal, para os caçadores, usar cães para a perseguição da raposa (ou de outro mamífero selvagem) e depois atirar no animal ou usar um falcão para matá-lo. Os apoiadores da caça estão escarnecendo da lei e encorajando a exploração de todos os meios de evasão; o resultado disso é que há mais raposas sendo mortas agora do que antes da “proibição”.

A BBC noticia que quatro anos após a “proibição” entrar em vigor:

Nem sequer um único negócio de caça foi à falência, há o dobro de cães de caça registrados em relação a três anos atrás e – conforme a Alliance – o número de pessoas caçando aumentou em 11%.

Com os conservadores na frente dos trabalhistas nas sondagens de opinião – e prometendo um voto livre a propósito da Hunting Act [lei da caça] se vencerem a próxima eleição – os apoiadores da caça afirmam que a revogação é, agora, uma probabilidade, em vez de uma possibilidade.

É evidente que a “proibição” da caça à raposa é qualquer coisa, menos uma “proibição”, e é um exemplo clássico da futilidade das reformas centradas em um só tema.

A questão da exploração animal requer uma mudança do paradigma moral. Essa mudança deve começar com a educação vegana não-violenta e criativa.

2009

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