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A grande “vitória” do novo bem-estarismo
© Gary L. Francione © Tradução: Regina Rheda © 2009 Ediciones Ánima Caros(as) colegas: Tenho argumentado, em meu trabalho, que os defensores dos animais não deveriam gastar seu tempo e recursos em campanhas centradas em um só tema porque, enquanto não houver uma base política a favor de abolir a exploração animal, não pode haver esperança realista de se adotar uma legislação que vá proteger significativamente os interesses dos animais por meio da proibição de diferentes formas de exploração animal. Os novos bem-estaristas (ou neobem-estaristas), que são favoráveis a campanhas centradas em um só tema e não concordam com a ideia de que a abordagem vegana abolicionista seja necessária, frequentemente apontam a “proibição” britânica da caça à raposa com cães como um ótimo exemplo de como as regulamentações bem-estaristas podem funcionar e proteger os interesses dos animais. Na minha opinião, os defensores do novo bem-estar estão errados. A “proibição” da caça à raposa é um exemplo clássico da futilidade das campanhas bem-estaristas centradas em um só tema. A “proibição” supostamente proíbe o uso de cães para caçar raposas, mas permite que os caçadores usem cães para seguir um odor e persegui-las, forçando-as a sair de seus esconderijos. É legal, para os caçadores, usar cães para a perseguição da raposa (ou de outro mamífero selvagem) e depois atirar no animal ou usar um falcão para matá-lo. Os apoiadores da caça estão escarnecendo da lei e encorajando a exploração de todos os meios de evasão; o resultado disso é que há mais raposas sendo mortas agora do que antes da “proibição”. A BBC noticia que quatro anos após a “proibição” entrar em vigor:
É evidente que a “proibição” da caça à raposa é qualquer coisa, menos uma “proibição”, e é um exemplo clássico da futilidade das reformas centradas em um só tema. A questão da exploração animal requer uma mudança do paradigma moral. Essa mudança deve começar com a educação vegana não-violenta e criativa. 2009 Copyright © Ánima — Direitos reservados | Informação legal
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